Imagem de um prédio da Petrobras • Tânia Rêgo/ Agência Brasil
A diretora executiva de assuntos corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti, informou nesta segunda-feira (17) que a companhia já desembolsou cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,56 bilhão) na perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. No local, que está sendo perfurado desde outubro e custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia, foi identificada a presença de hidrocarbonetos.
A operação, que já dura cerca de 300 dias, acumulou o investimento de US$ 300 milhões. Apesar do volume já investido, a Petrobras ainda não consegue estimar o potencial de produção de petróleo da descoberta nem se a área terá viabilidade comercial. Contudo, a descoberta de indício de petróleo na Foz do Amazonas já é vista como um passo importante para o país.
A identificação de hidrocarbonetos é apenas uma etapa do processo exploratório. A empresa terá de realizar estudos complementares para dimensionar os reservatórios, avaliar a qualidade do óleo encontrado e estimar os volumes que poderão ser recuperados economicamente. Este processo é crucial para determinar se há óleo no Amapá em quantidade comercialmente explorável.
“Esperamos muitos reservatórios”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, nesta segunda-feira (17), durante entrevista coletiva. A presidente também reiterou que a companhia planeja perfurar outros poços na região para ampliar o conhecimento sobre o potencial da área.
O poço Morpho está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, com uma lâmina d’água de 2.886 metros. A detecção de hidrocarbonetos foi confirmada por meio de perfis elétricos e indicativos encontrados nas rochas durante a perfuração.
A Petrobras é a operadora exclusiva do bloco FZA-M-59, detendo 100% de participação na área. Essa participação foi adquirida em 2013, durante a 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Margem Equatorial é considerada estratégica pela empresa para a reposição de suas reservas de petróleo e gás. Segundo Magda Chambriard, novas descobertas na região podem compensar o declínio da produção do pré-sal no futuro. Atualmente, o pré-sal é responsável por cerca de 80% da produção da Petrobras.