O reajuste de preço da gasolina sinalizado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, deverá superar 15% para dar conta das perdas decorrentes da defasagem internacional do preço do petróleo, que continua no patamar de US$ 100 o barril.
Pessoas que participaram das discussões do reajuste na estatal afirmaram, sob reserva, que o descompasso entre a cotação internacional e os preços praticados
internamente acumularam US$ 1 bilhão desde o início do conflito no Irã em decorrência do fechamento do estreito de Hormuz, por onde passa 20% do comércio de petróleo.
Desde então, a estatal aguardava a tramitação de um projeto de lei que deveria zerar a cobrança de PIS e Cofins da gasolina — algo que seria suficiente para conter as perdas.
No entanto, com o impasse político do governo Lula no Senado após a indicação de Jorge Messias para ocupar uma vaga no STF, a Petrobras acredita que esse projeto está comprometido no curto prazo.
A situação em torno da gasolina está tão dramática que Chambriard nem participou da reunião do conselho de administração hoje.