- Ações da Petrobras recuaram 1,66%, enquanto barril de petróleo Brent teve alta de 1,66%
- Segundo analistas, investidores temem futura desvalorização da commodity
A Petrobras e outras petroleiras brasileiras fecharam o pregão desta segunda-feira (5) em queda na Bolsa de Valores, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no último fim de semana.
A queda em bloco das empresas foi na contramão de empresas norte-americanas, como Chevron, que agora estão à frente das operações e da infraestrutura do país sul-americano, dono da maior reserva de petróleo do mundo.
A avaliação de analistas e investidores é que as petroleiras brasileiras podem perder atratividade com a expectativa de novos investimentos no setor na Venezuela, além de terem que lidar com preços mais baixos da commodity, devido a um potencial crescimento da oferta.
Em um dia em que o Ibovespa subiu 0,82%, os papéis ordinários e preferenciais da Petrobras tiveram perdas de 1,67% e 1,66%, respectivamente, equivalente a uma perda de R$ 6,8 bilhões no valor de mercado. A companhia de óleo e gás Prio, antiga PetroRio, recuou 1,46%, e a Brava Energia, que explora, produz e comercializa petróleo e seus derivados, fechou com queda de 5,75%. Contrária à tendência, PetroReconcavo, empresa que revitaliza campos maduros terrestres, fechou com variação positiva de 0,63%.
Nos EUA, as ações da ExxonMobil e da Chevron subiram 2,21% e 5,10%, respectivamente.
A Chevron é a única grande produtora de petróleo americana que ainda atua na Venezuela e tem pacerias com a estatal local PDVSA.
Já a ExxonMobil não atua mais na Venezuela. Em 2023, a empresa americana afirmou que o governo venezuelano lhe devia US$ 984,5 milhões em compensação após longos processos de arbitragem internacional. Os casos remontam a 2007, quando os projetos da companhia foram expropriados. Em setembro de 2025, um tribunal dos EUA reconheceu a obrigação da Venezuela de pagar a quantia.

