Polícia do RJ cumpre mandados na região de Piracicaba em operação que mira furto de combustíveis de dutos da Transpetro; veja cidades

23/01/2026

Fonte: G1

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo cumprem mandados de busca e apreensão contra investigados por crimes no setor de combustíveis na região de Piracicaba (SP) na manhã desta quinta-feira (22).

Uma pessoa foi presa em Rio Claro (SP), suspeita de atuar como motorista do esquema, e outra em Louveira (SP). Os investigados foram levados para a sede do Deic em Piracicaba.

Segundo a polícia, ainda há buscas pelas cidades de Piracicaba e Cosmópolis.

As ações ocorrem durante a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo via perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro.

O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Até a última atualização desta reportagem, 6 pessoas haviam sido presas. Entenda mais, aqui.

Ações em 6 estados

Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

“A operação teve início em 2024, a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”, afirmou o delegado Pedro Brasil.

“A partir dessa prisão em flagrante, iniciou-se uma investigação onde conseguimos desbaratar toda uma organização criminosa responsável pela extração desse material”, emendou.

Como era o esquema

De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual.

A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais.

“O insumo era comercializado com notas fiscais falsificadas, emitidas por empresas de fachadas”, destacou a DDSD.

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