Preço dos combustíveis volta a subir na Grande BH e etanol acumula alta de 5,76% em setembro

05/10/2026

Fonte: Rede98

Os motoristas de Belo Horizonte e da Região Metropolitana encontraram preços mais altos nos postos de combustíveis no fim de setembro. Levantamento do site MercadoMineiro, realizado entre os dias 27 e 29 de setembro, com informações de ofertas do aplicativo comOferta, aponta alta nos preços médios da gasolina comum, do etanol e do diesel S10 ao longo do mês.

A pesquisa, que considerou aproximadamente 200 postos, também mostra que a diferença entre os estabelecimentos pode pesar no bolso. Dependendo do combustível, a variação entre o menor e o maior preço chega a quase 25%.

Etanol tem maior alta

O etanol foi o combustível que mais subiu em setembro. O preço médio passou de R$ 4,13 no dia 3 para R$ 4,37 em 29 de setembro, uma alta de 5,76%. Na prática, o consumidor passou a pagar cerca de R$ 0,24 a mais por litro.

Entre os postos pesquisados, o menor preço encontrado foi de R$ 3,97, enquanto o maior chegou a R$ 4,96. A diferença é de 24,94%.

Para quem abastece 50 litros, o tanque pode custar R$ 198,50 no posto mais barato e chegar a R$ 248 no mais caro. A diferença é de R$ 49,50 em um único abastecimento.

Gasolina ultrapassa R$ 6,40 na média

A gasolina comum também ficou mais cara durante o mês. O preço médio passou de R$ 6,32 no início de setembro para aproximadamente R$ 6,40 no dia 29, uma alta de 1,28%.

O levantamento encontrou o litro da gasolina entre R$ 5,89 e R$ 6,89, uma diferença de 16,98%.

Em um tanque de 50 litros, o motorista pode gastar R$ 294,50 no posto com menor preço ou R$ 344,50 no mais caro. A diferença chega a R$ 50.

Diesel S10 também registra alta

O diesel S10 acompanhou o movimento de alta. O preço médio subiu de R$ 6,76 para R$ 6,88, avanço de 1,75% durante setembro.

O menor preço encontrado foi de R$ 6,54, enquanto o maior chegou a R$ 7,49. A variação entre os postos foi de 14,53%, ou R$ 0,95 por litro.

A diferença pode ter impacto ainda maior para motoristas que utilizam veículos comerciais ou fazem abastecimentos de grande volume.

Etanol ainda é vantajoso?

Apesar da alta de 5,76% em setembro, o etanol ainda aparece como uma opção competitiva em relação à gasolina, segundo o levantamento.

Com preço médio de R$ 4,37, o etanol corresponde a cerca de 68,2% do valor médio da gasolina, que ficou em R$ 6,40. Pela referência tradicional dos 70%, o combustível continua sendo considerado vantajoso.

A comparação também considera o consumo médio dos veículos. Com um carro que faça 11,5 km/l com gasolina, o custo estimado é de R$ 0,56 por quilômetro rodado. Já com consumo de 8,5 km/l no etanol, o custo fica em torno de R$ 0,51 por quilômetro.

Nesse cenário, o etanol apresenta custo por quilômetro cerca de 7,7% menor. O resultado, porém, pode variar de acordo com o modelo e o consumo de cada veículo.

GNV chega a R$ 5,69

O levantamento também verificou os preços do Gás Natural Veicular (GNV). O menor valor encontrado foi de R$ 4,79, enquanto o maior chegou a R$ 5,69, uma diferença de 18,79%.

O preço médio registrado em 29 de setembro foi de aproximadamente R$ 5,15. Em comparação com a referência anterior de R$ 4,92, houve alta de 4,65%, equivalente a cerca de R$ 0,23.

Pesquisa pode fazer diferença no bolso

Os dados mostram que, além da alta dos preços médios, existe uma diferença significativa entre os valores cobrados pelos postos da Grande BH.

Na gasolina, a diferença entre o menor e o maior preço chega a R$ 1 por litro. No etanol, são R$ 0,99, enquanto no diesel S10 a diferença chega a R$ 0,95.

Para quem abastece com frequência, comparar os preços antes de parar no posto pode representar uma economia significativa ao longo do ano.

Preços em 29 de setembro de 2026:

CombustívelMenor preçoMaior preçoVariaçãoPreço médio
Gasolina comumR$ 5,89R$ 6,8916,98%R$ 6,40
EtanolR$ 3,97R$ 4,9624,94%R$ 4,37
Diesel S10R$ 6,54R$ 7,4914,53%R$ 6,88
GNVR$ 4,79R$ 5,6918,79%R$ 5,15

O Clipping Minaspetro reproduz fielmente o que está na imprensa.

Os textos não refletem, necessariamente, a opinião institucional do Sindicato.

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